domingo, 22 de agosto de 2010

Reforma e Contra Reforma - 7º ano

REFORMA PROTESTANTE

Entende-se como Reforma Protestante o movimento de caráter religioso iniciado no século XVI que colocou em xeque a conduta e as crenças da Igreja Católica. Embora tal movimento seja de caráter religioso, não podemos deixar de ressaltar que determinados fatores econômicos e políticos foram essenciais para que o mesmo se tornasse algo bastante significativo.

Primeiramente, a Igreja Católica estava desagradando, e muito, a burguesia, uma vez que condenava abertamente a retenção de lucros e a cobrança de juros. Os reis também não estavam nada satisfeitos, já que a Igreja interferira por diversas vezes em questões essencialmente políticas. A insatisfação para com a Igreja não se restringia ao rei e à burguesia, o próprio povo estava descontente com o distanciamento da organização religiosa aos princípios primordiais. Vale ressaltar que a Igreja, embora condenasse a acumulação de riquezas, praticava o mesmo por meio da venda das indulgências, isto é, a venda do perdão.

O novo pensamento renascentista fez com que as críticas a todas essas questões fossem inevitáveis. Um dos primeiros a contestar a Igreja foi o monge alemão Martinho Lutero, considerado o pai do Movimento Protestante. Indignado com diversas práticas da organização religiosa, principalmente a venda das indulgências, Lutero escreveu 95 teses contra os princípios católicos e as pendurou na porta da igreja onde era pregador. Segundo ele, a salvação só podia ser obtida única e exclusivamente pela fé em Deus e não por obras, ou muito menos, pelo dinheiro.

As idéias de Lutero agradaram muito a burguesia, fato decisivo para o sucesso do movimento. Entre outras características do protestantismo, podemos citar a crença na Bíblia como única fonte de fé e a permissão de seu livre exame, a condenação do culto a imagens, entre outras.

A Reforma Protestante se espalhou por toda a Europa. Na Inglaterra, por exemplo, o desentendimento entre o rei Henrique XVIII e o papa resultou na criação da Igreja Anglicana. Como resposta ao movimento protestante, a Igreja Católica organizou a chamada Contra-Reforma.

CONTRA REFORMA

Após a eclosão da Reforma Protestante, a Igreja Católica passou a conviver com uma clara ameaça ao seu poder e soberania. De fato, toda a Inglaterra e a maior parte da Alemanha já haviam sido convertidas aos ideais do protestantismo. Além disso, a influência da Igreja estava em notório declínio na maior parte dos países europeus, como França, Hungria e Áustria, por exemplo.

A reação da Igreja Católica em virtude de todos esses acontecimentos foi o que chamamos de Contra-Reforma. Uma das principais medidas da Igreja foi a criação da Companhia de Jesus, uma ordem religiosa que formava missionários (jesuítas) destinados a difundir o catolicismo pelas colônias da América, Ásia e África. Além disso, foi retomada a Inquisição, tribunal que julgava e punia os indivíduos acusados de heresia.

Outro acontecimento bastante importante foi o Concílio de Trento. Iniciado em 1545, o mesmo tinha o fim de fortalecer a autoridade do Papa e reafirmar as crenças e dogmas da Igreja Católica. Como os ideais protestantes foram muito difundidos por meio de livros, a Igreja proibiu seus fiéis de terem contato com tais obras, organizando um índice de livros proibidos, conhecido como Index Libro Rum Prohibitorum.

Embora a Contra-Reforma não tenha cessado o avanço do protestantismo pela Europa, foi capaz de reduzi-lo, principalmente em países como Itália, Espanha e Portugal.

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